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Dia da Marinha, 20 de maio, também é de Camões e dos Portugueses
27/05/2025

A Confraria Marítima de Portugal – Liga Naval Portuguesa, mais uma vez de mãos dadas com o seu desígnio Mar, conseguiu conjugar a celebração de três efemérides na data do Dia da Marinha associando-a ao Dia Europeu do Mar e do seu 16º Aniversário, para a realização de mais um jantar-debate sobre o tema “Camões e os Portugueses. Razões para uma proximidade especial”, com o palestrante de excelência, Professor José Augusto Cardoso Bernardes, catedrático da Universidade de Coimbra e atualmente Comissário-Geral das “Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões”.
O porto de abrigo para a meia centena de participantes foi o já nosso familiarizado restaurante “Caravela de Ouro”, ancorado em terra, frente ao Tejo em Algés.
As boas-vindas a mais este convívio coube à digníssima carranca da nossa instituição o Presidente, Almirante Bossa Dionísio, que fez uma apresentação e elucidação da instituição e dos atos a decorrerem, dignificando a entrega da insígnia de Confrade Honorário ao Dr. Rui Manuel Ramalho Ortigão Neves e aos confrades com mais de 15 anos, Eng. Teófilo Pires Tenreiro, Cte. Abílio de Matos Noronha Pais de Ramos e Cte. Mário Alfredo da Silva Jara de Carvalho, a insígnia correspondente.
Em continuação da satisfação do convívio à mesa, comungada no prazer da degustação da refeição qualitativa, que é habitual nosso apanágio, foi o mote para a abertura das protocolares ações que se realizam nestes desejados encontros. Assim, seguiu-se a entronização de três novos confrades, que honraram e juraram a sua fidelização ao Mar e compromisso no seu engrandecimento e preservação como um Bem de Portugal. Foram eles:
– Eng. Francisco Jorge Gomes Lopes;
– Oficial da Marinha Mercante João Lino de Figueiredo Soares;
– Capitão da Marinha Mercante Paulo Alves da Silva.
Desta forma, mais ricos ficámos no desejo que no Futuro se confunda o Mar, com Portugal.
Como dizia o poeta: um dia Portugal ainda há-de ser Grande!

Após estas cerimónias circunstanciais da nossa Confraria, chegava o momento da esperada expectativa da curiosidade de aprofundar o conhecimento pela figura do mais representativo e inigualável poeta narrador que é a referência de Portugal no mundo, – Luís Vaz de Camões – o simbolismo da nação, que as efemérides anuais realçam e vinculam a 10 de Junho a sua identidade à Humanidade, justificação mais ainda a salientar em 2025 por se comemorar os quinhentos anos do seu nascimento.
Chegada a ocasião de dar lugar no palco ao saber do erudito Professor José Augusto Bernardes, convidado de outro não menos eloquente orador e nosso Confrade-Director, Cte. José Rocha e Abreu.
Quando os holofotes se acenderam para o eminente Professor, as primeiras palavras foram de agradecimento plenamente merecido para Rocha e Abreu. Nós comungamos à sublime invitação.
Perante a abertura escutada, era percetível o paradigma da simplicidade do Homem que se iria ouvir. Sem palanque, …sem texto de apoio, de olhar humilde varre os participantes e com ar afável na voz começa a conduzir uma dissertação sobre a história de um marinheiro da frota de Vasco da Gama que conseguiu catapultar um país para a ribalta do mundo, fazendo elevar a sua pátria para patamares que outras se julgavam detentoras. Quem o ouvia, …o Professor, estava vidrado na forma simples de comunicar, que mais não era a sua maneira de transmitir ensinamentos que foram outrora inacessíveis nos bancos da escola, mas que ao serem assimiladas tudo era claro e fazia sentido, percebendo-se o valor da riqueza da Epopeia que retrata também parte de um povo e do seu Mar. Se fosse hoje, como nos foi recordado, era atual!
Como tudo o que é bom …acaba, o tempo estipulado para o evento foi atingido por motivos logísticos percetíveis, e quem disso deu conta foi o próprio orador, pois a assistência embebida, saboreava o agridoce de saber a pouco. Nós, como mentores, partilhámos o mesmo paladar, que se interpretou simultaneamente como de alto gabarito e vontade de novas navegações sobre o tema e porque não com o mesmo historiador, considerando que a sua presença a bordo da CMP-LNP seria mais um Marinheiro de alto nível a exemplo de outros que connosco partilham esta paixão pelo Mar.
No encerramento de festa mais uma vez demonstrou-se a sensibilidade do orador, quando lhe foi oferecida em reconhecimento a medalha da instituição com alusão nominal da efeméride ocorrida nesta data.
Que a referida medalha seja o argumento de ponderação para o embarque neste grupo de amantes do Futuro de Portugal.
Será bem-vindo!
Para quem não esteve presente será também com agrado o desafio à vinda a bordo aos próximos encontros, prometemos o nosso melhor empenho para o satisfazer.
Até lá que os ventos e marés lhe sejam de feição.











